A embaixadora da Boa Vontade da ONU Mulheres, Emma Watson, e a vencedora do Prêmio Nobel da Paz, Malala Yousafza, se reuniram, em Londres, na premiere do lançamento do documentário ‘He Named Me Malala’ (‘Malala’, no Brasil), sobre a vida da paquistanesa, e conversaram sobre educação, religião e os direitos humanos em geral. 

Na entrevista de cerca de 25 minutos, Malala revelou que é feminista assumida. Ainda, contou que seu pai sempre a apoiou em defesa às mulheres, por mais perigoso que fosse em seu país.

Se nós queremos igualdade, igualdade de direitos para as mulheres, os homens precisam dar um passo adiante. Se reclamamos que as mulheres não têm os mesmos direitos, significa que tudo tem sido feito pelos homens. Eles precisam voltar atrás e dizer: ‘Nós queremos apoiar. Isso não pode continuar acontecendo’. Todos nós precisamos andar juntos. é assim que a mudança virá.

Além disso, Malala ressaltou sua luta em busca de educação de qualidade para meninos e meninas do mundo inteiro. Para ajudá-los a transformarem seus sonhos em realidade, a vencedora do Prêmio Nobel da Paz acredita que seu documentário “não seja apenas um filme, mas um movimento”.

E, não surpreendendo, Emma Watson questionou Malala diretamente sobre religião. A resposta foi inspiradora:

As pessoas têm esquecido o principal objetivo da religião. Para mim, ela existe para ajudar, apoiar, ensinar a ser paciente e a amar uns aos outros. Eu não sei por que as pessoas enlouquecem e matam uns aos outros, praticam terrorismo. Apenas vivam uma vida melhor, seja legal… Por que é tão difícil amar uns aos outros?

 

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Today I met Malala. She was giving, utterly graceful, compelling and intelligent. That might sound obvious but I was…

Posted by Emma Watson on Quarta, 4 de novembro de 2015

Após a entrevista, extasiada com a conversa que ambas tiveram, Emma relatou sua opinião em um texto publicado em sua página no Facebook, juntamente com o vídeo da entrevista, onde revelou que Malala “tem a força de suas convicções, juntamente com o tipo de determinação que raramente é encontrado” e que “ela tem uma sensação de paz ao seu redor”.

Além disso, Emma disse, ainda, que tinha previsto perguntar à Malala se ela era ou não feminista, mas que, no dia da entrevista acabou tirando a pergunta do roteiro. No entanto, a paquistanesa trouxe o tema à tona no bate-papo e usou a palavra para descrever a si mesma. No final, a britânica completou:

Todos nós estamos caminhando para o mesmo objetivo. Não vamos torná-lo assustador para dizer que você é uma feminista. Eu quero torná-lo um movimento acolhedor e inclusivo. Vamos juntar nossas mãos e caminhar juntos para que possamos fazer a mudança real. Malala e eu temos certeza sobre isso, mas precisamos de vocês.

O documentário de Malala tem estreia prevista para o dia 19 de novembro no Brasil. Enquanto isso, assista ao trailer: