Nossas experiências têm nos feito perceber que, muitas vezes, são conhecidas a necessidade e os resultados dos processos de inovação, mas na prática as coisas não são geridas priorizando-a.
Outra questão que percebemos é a falta de clareza sobre o que realmente é inovação.
No dia a dia nas empresas, geralmente as pessoas estão empenhadas em desenvolver as suas atividades, preenchendo relatórios e respondendo e-mails, sem analisar o que e como estão fazendo, ou observar o que acontece ao seu redor: precisam cumprir as tarefas. Nestes casos, quando são desenvolvidas atividades, geralmente classificadas como ‘inovação’, elas são ‘de segundo plano’ – reativas, com baixo potencial de geração e manutenção de resultados.
Estas atividades, de forma geral, podem ser classificadas como adequações (inovação para a empresa, mas que o concorrente já possui) ou de melhorias (aprimoramentos, geralmente demandados externamente e que facilmente podem ser copiados pela concorrência).
Em poucos casos são desenvolvidos processos que permitam maior diferenciação – com maiores ganhos e dificuldades para cópia – ou que sejam inovações realmente radicais.
O desenvolvimento de sistemáticas de diferenciação que incentivem as pessoas a identificação de oportunidades, compartilhamento, análises e refinamentos destas, permitem que as empresas possam agilizar seus processos evolutivos, conciliando adequações, melhorias e inovações (incrementais e radicais).
A rotina de controles é essencial para as empresas (o que não se conhece não pode ser medido), mas ela não pode sufocar os demais processos de diferenciação e agregação de valor da empresa, permitindo somente a geração de ‘inovação de segundo plano’.
Na sua empresa, a inovação é de primeiro ou de segundo plano?
>> Texto de Gustavo Greve – ADMi9 Gestão Inovativa
