A última edição do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), trouxe à tona um assunto de extrema importância e muito necessário. Com o tema “A persistência da violência contra a mulher na sociedade brasileira”, a redação mostrou mais uma vez a relevância de se tratar deste assunto, já que, segundo o Ministério da Educação (MEC), 55 redações trouxeram diferentes relatos pessoais de estudantes que sofreram ou presenciaram algum tipo de violência contra a mulher.

Os dados foram divulgados na última segunda-feira, 11, em coletiva de empresa realizado pelo MEC, que, diante deste cenário, relata que reforçará a divulgação de meios de atendimento e proteção às mulheres. “Como se trata de uma redação, não sabemos se necessariamente é um depoimento, mas tudo indica que sim. Tudo indica que ela descreve uma situação que viveu”, afirma o ministro da Educação, Aloizio Mercadante.

O tema é muito importante para o Brasil. Não só os participantes, mas outras pessoas refletiram sobre o tema. é uma oportunidade de reforçar as ações contra a violência e de proteção para mulheres que estão acuadas dentro de casa

Foto: Internet / Divulgaçãok

O ministro ainda explica que como há um compromisso com o sigilo, é preciso evitar o contato com as mulheres que relataram preocupantes situações de estupro e violência. Mercandante ressalta que esse é um processo muito cuidadoso, principalmente porque o agressor pode vir a ser uma pessoa muito próxima da vítima.

Ainda, segundo ele, o MEC irá providenciar e publicar em seu site, um guia com orientações sobre como devem agir mulheres que passam por essas situações. Para a Secretária de Políticas para as Mulheres, denunciar o abuso/violência é um dos primeiros passos. Para isso, é disponibilizado o número 180, central que recebeu, apenas no ano passado, mais de 634,862 mil ligações.

No Brasil, a cada duas horas, uma mulher é assassinada dentro de sua própria residência. Esse fato deixa o país na quinta posição no ranking de países de maior índice de violência contra a mulher.

Infelizmente, esse é um tema com muito a ser discutido. Muitas meditas ainda precisam ser tomadas e muita educação ensinada. Deve-se criar homens e mulheres que intendam que igualdade de gênero não é feio e que ninguém tem o direito de abusar outra pessoa, seja ela mulher, criança, adolescente ou homem.