Um patinador focado em resultados e sem medo de desafios. Assim é Felipe Augusto Werle, que ostenta o título de campeão brasileiro na modalidade Dança Senior Masculino, e que estará em abril em Venâncio Aires, para participar do Campeonato Brasileiro.

O atleta começou a patinar aos 8 anos, utilizando os patins de uma prima que deixou de praticar o esporte. Mas foi em 2008, que Felipe começou a ver a patinação como algo mais sério. Foi nesse ano que recebeu um convite para participar do I Congresso Técnico de Patinação Artística, e também para passar uma temporada de treinos na Califórnia, nos Estados Unidos, juntamente com o técnico Kadu Paiva.
Por lá fiquei oito meses em treinamentos e competições (as primeiras da minha carreira de atleta), e me consagrei campeão americano em algumas categorias (iniciantes). Sem dúvida esse foi um passo importantíssimo para minha carreira e minha vida, pois foi quando decidi que era hora de ‘sair de baixo da saia da mãe’.”
Essa trajetória de treinamentos fez com que Felipe conquistasse importantes títulos em sua trajetória. Além de campeão brasileiro, é também campeão Sul-Americano, campeão da Copa Pan-Americana de Orlando, e quinto colocado no Campeonato Mundial 2015 de Cali, na Colômbia.

Um dos momentos mais marcantes na minha carreira como atleta foi a medalha de bronze que conquistamos no Mundial de 2015, em Cali, na modalidade Mini Grupo de Show. Foi um momento único de muita alegria e agradecimentos. Nos dedicamos muito ao grupo com a rotina exaustiva de treinos às 6h da manhã. Mas no final todo esforço valeu muito a pena.”
Felipe diz que está se preparando intensamente para o Campeonato Brasileiro, sendo que seu treino inicia todos os dias, inclusive sábados e domingos, às 8h, e só acaba ao meio dia. Além disso, participa dos ensaios do grupo de show, os quais acabam às 14h em dias de semana, e às 17h em sábados e domingos.

E todo esse contexto da patinação não se encerra nos treinamentos. Felipe também possui uma empresa de confecção voltada ao esporte, e nos horários ‘de folga’, procura dar conta de todas as encomendas.
Comecei confeccionar as roupa para a patinação através de uma brincadeira, um desafio. Foi o Kadu quem me dasafiou e quem se prontificou a oferecer tudo o que eu precisava para começar com a confecção. Ele comprou uma máquina de costura reta, uma bem simples, doméstica, e comprou também um pedaço de lycra para ver se eu conseguiria fazer um colant. E não é que deu certo!? O primeiro não saiu perfeito, mas estava muito bom para alguem que não tinha prática e conhecimento. Hoje, graças a Deus, tenho muitas encomendas e sempre me esforço ao máximo para atender a todos que me pedem um roupa.”
Veja a apresentação de Felipe Werle em Cali:
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