Nessa quarta-feira, 11, o Ministério da Saúde declarou estado de emergência no Nordeste brasileiro devido a casos de microcefalia em recém-nascidos.
Em Pernambuco, o número de casos no estado não passava de 10 por ano, mas, nos últimos quatro meses, foram registrados 141 casos em 55 municípios. A maioria, a partir de outubro desse ano.
A microcefalia é identificada quando os bebês já nascem com o perímetro cefálico menor do que o comum, ou seja, inferior a 33cm. Conforme explica o Ministro da Saúde, Marcelo Castro, “a microcefalia é uma anomalia congênita que se manifesta antes do nascimento e prejudica o desenvolvimento do cérebro dos bebês”. Ainda, em 90% dos casos, a doença está associada a retardo mental.
O motivo do surto de casos em Pernambuco ainda não está claro, mas especialistas acreditam que pode ter sido causado através da mãe, que teria sido contaminada durante a gestação pelo vírus zika – transmitido pelo Aedes Aegypti, o mesmo mosquito da dengue, e o vírus causa sintomas como febre baixa, coceiras e manchas vermelhas na pele -, pois o aumento de casos de bebês com microcefalia coincide com o período em que gestantes poderiam ter tido contato com o vírus, que chegou ao Brasil neste ano e atingiu principalmente a região Nordeste.
Além disso, a microcefalia também pode ser provocada por desnutrição da mãe, abuso de drogas, e infecções durante a gravidez, como rubéola.
“Crianças que nascem com microcefalia têm de ser acompanhadas regularmente, e precisam de fisioterapia e terapia ocupacional”, explica neurologista infantil Adélia Souza, uma das primeiras a identificar o aumento de casos em Pernambuco.
Atualmente, uma equipe qualificada está fazendo investigações epidemiológicas na região, além de exames laboratoriais e de imagem.
