
Adotada quando era recém-nascida, com apenas dois dias de vida, por Delmar Hübner e Solange Maria Etges Hübner, a enfermeira Laís Cristine Luedke conta que tudo foi um processo muito natural para ela, desde o início.
Nunca houve diferenciação na minha família, meus pais sempre trataram esse assunto com tanta naturalidade que cresci me sentindo filha biológica
Ao lado dos irmãos adotivos, Samuel Hübner e Greice Andrea Hübner, a enfermeira teve uma infância saudável e repleta de amor e carinho. “Cresci ouvindo uma história que minha mãe sempre contava, e conta até hoje, na verdade”, revela Laís.
Ela diz que, certo dia, uma enfermeira bateu na porta de casa falando que uma menina linda tinha nascido e perguntando se ela não queria se tornar mamãe
Para Laís, por causa disso, é normal falar em adoção, pois cresceu percebendo o quanto esse é um sentimento lindo e verdadeiro. Segundo a enfermeira, é de extrema importância que crianças e jovens em situação de abandono recebam a oportunidade de serem adotados.
O ser humano só é completo quando está numa família, quando ama e é amado, independentemente se gerado do ventre de uma mãe ou não.
O que importa mesmo é o que sentimos dentro de nossos corações; ter uma mãe e um pai é tudo na vida, é um amor sem limites.
Com o mesmo espaço no coração dos pais, tanto Laís quanto seus irmãos adotivos, que são filhos biológicos de Solange e Delmar, nutrem um amor inigualável um pelo outro e mantêm um relacionamento sincero e sólido.
Me sinto feliz por ter sido criada por uma família muito especial como a minha, agradeço todos os dias por ser quem sou, pois a família é a base de tudo.
Assim como quem adota está disposto a amar, cuidar e proteger incondicionalmente, quem está sendo adotado está tendo a oportunidade de amar e ser amado.
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Em 2015, o caderno Mensagens de Natal, da Folha do Mate, emocionou os leitores com histórias de adoção. São pais e filhos que contam seus relatos, e mostram que a verdadeira mágica natalina é o amor.