
O mundo da moda, definitivamente, tem discutido diversos temas relevantes. Vários padrões têm sido questionados em campanhas publicitárias e editoriais de moda.
>> Leia também: Modelo com Síndrome de Down é a primeira a estrelar campanha de cosméticos
>> Leia também: Com nova linha de roupas, C&A discute a distinção de gêneros
>> Leia também: Revista Sports Illustrated faz edição histórica com modelo plus size na capa
Dessa vez, o exemplo vem da modelo Kelly Knox, 31 anos. Ela, que nasceu sem o antebraço esquerdo, diz que nunca se considerou incapaz. “Enquanto eu crescia, nunca usei essa palavra; meu braço é parte de mim, assim como todas as outras partes.”
Para a revista People, Kelly contou que, em 2008, soube de um reality show britânico, que estava buscando pessoas ‘bonitas, deficientes e que sentem que poderiam ser a próxima Naomi Campbell ou Kate Moss’.
“Eu me senti intrigada porque eu nunca me considerei deficiente. Eu desejei provar que pessoas como eu podem ser bonitas, fashion, fortes, poderosas e capazes.”
Kelly diz que até então nunca tinha tido contato com o mundo da moda, mas instantaneamente sentiu uma conexão com as câmeras e desejou se desafiar nesse meio. No entanto, foi preciso enfrentar algumas situações desagradáveis.

“Eu senti que o mundo não estava pronto para uma modelo como eu. Eu lembro de uma modelo dizendo que o ‘New York Fashion Week deveria terminar antes de ver uma modelo deficiente na passarela’.”
Isso, claro, não a abalou. Kelly conta que muitos diretores de casting têm a procurado, já que desejam a incluir em suas campanhas.
“Diversidade é tendência, diversidade é legal, e diversidade vende. Eu estou em uma missão para fazer do mundo um lugar mais inclusivo, inspiracional, positivo e igual para se estar.”