Patinadora desde os 7 anos, a venâncio-airense Maria Luisa Konzen, 14, conta que todo o seu encanto começou ao ver nos jornais todas as meninas que já competiam. “Elas falavam sobre os campeonatos, preparativos, além de todas as amizades criadas no meio”, lembra. Maria percebe, hoje, que era verdade e que está vivendo todo aquele encanto que tanto admirava nas atletas.

Maria ressalta que ao patinar, sente liberdade, que é neste momento em que é possível esquecer tudo e apenas patinar.
Confesso que às vezes cansa, pois os treinamentos são muitos, mas sabemos que todo o esforço será recompensado.”
A jovem conta que o que mais gosta em meio a tudo isso são as amizades que a patinação proporciona. “Criamos fortes relações mesmo cada um morando em um canto do país”, destaca. Maria lembra que, até o ano passado, participou do Campeonato Brasileiro de Patinação Artística e Torneio Nacional. “Este ano estou na mesma categoria que competi ano passado, a internacional”.
Na competição que irá ocorrer em Venâncio Aires, entre 14 e 23 de abril, a atleta participará em duas modalidades, Free Dance e Solo Dance, parte das danças na patinação artística.

A atleta treina quase todos os dias na semana e, mais perto de campeonatos, os treinos se intensificam. “Treinamos até nos finais de semana”, comenta. Além de todo esse treinamento com os patins, Maria fala que é preciso cuidar do preparo físico, pois é muito importante ter fôlego e força na hora de competir.
Sobre o Campeonato Brasileiro de Patinação Artística, Maria diz que sempre espera o melhor de qualquer campeonato. “Acredito que a autoestima e a confiança em si próprio é essencial para chegar na hora de entrar na pista e não sentir insegurança”, enfatiza. Ela fala, ainda, que o nervosismo é inevitável, mas sempre é preciso controlar-se da melhor maneira.
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Para ela, a maior preocupação não é com uma medalha ou colocação, mas sim em poder dizer para si mesma que fez o melhor que podia. Maria comenta que quando se ganha uma medalha ou um reconhecimento, é muito bom, mas que não há nada que se compare ao sentimento de autorrealização e dever cumprido que ela sente.
Espero dar o meu melhor nestas competições e conseguir uma vaga no pan-americano. São muitas meninas com potencial incrível, mas o segredo é acreditar no meu potencial próprio e, no momento em que entrar na pista, estar concentrada e totalmente focada no que quero.”
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