Trecho dos desvios em Vila Mariante é uma das principais preocupações da população
(Foto: Alvaro Pegoraro/Arquivo FM)
Trecho dos desvios em Vila Mariante é uma das principais preocupações da população (Foto: Alvaro Pegoraro/Arquivo FM)

Rio Grande do Sul e Venâncio Aires - As recentes movimentações de maquinários, tanto nos desvios emergenciais em Vila Mariante – destruídos pela enchente do Rio Taquari, em maio de 2024 -, quanto próximo ao pedágio de Vila Arlindo, reacenderam a expectativa de motoristas e moradores para o início das obras de duplicação da RSC-287 em Venâncio Aires.

Com dois trechos entregues, nos perímetros urbanos de Santa Cruz do Sul e de Tabaí, o cronograma de obras aponta, agora, para a Capital Nacional do Chimarrão. No entanto, ainda há detalhes que impedem o começo dos trabalhos.

Conforme a Rota de Santa Maria, concessionária responsável pelos 204 quilômetros da rodovia, entre Tabaí e Santa Maria, a retirada de árvores e outros materiais que a comunidade pode acompanhar às margens da RSC-287 são serviços preliminares e o projeto de engenharia para duplicação aguarda aprovação do poder concedente, no caso, o Governo do Estado. A informação foi confirmada pela assessoria de imprensa da Secretaria da Reconstrução Gaúcha, pasta responsável pela aprovação do projeto.

Cronograma

Segundo o Estado, já houve apontamentos da equipe técnica da secretaria e revisões por parte da concessionária, mas ainda não há liberação do projeto. Neste momento, além dos desvios em Vila Mariante, os trechos entre os quilômetros 78 e 91, em Venâncio Aires, e 91 e 97, em Santa Cruz do Sul, também aguardam aprovação e estão em fase final de serviços preliminares. Atualmente, há obras de reconstrução no Arroio Grande (Santa Maria), Arroio Barriga (Novo Cabrais) e em Candelária.

13 mil – é o número de veículos que passam, em média, todos os dias pela RSC-287, em Venâncio Aires.

“A programação se mantém, entretanto, restando pendente ainda a aprovação do projeto da região de Mariante”, acrescenta o comunicado divulgado pela Rota de Santa Maria. Após a aprovação e definição quanto ao modelo de reequilíbrio econômico-financeiro, as obras deverão ser iniciadas.

A reconstrução é considerada mais robusta e contempla não somente a recuperação da pista destruída, mas também a duplicação e adaptação da rodovia para aumentar a resistência contra enchentes, o que inclui novas pontes, materiais mais resistentes (aterros em rocha) e redimensionamento dos sistemas de drenagem. O investimento total é projetado em R$ 400 milhões apenas para os desvios em Vila Mariante.

Leonardo Pereira

Repórter

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