Da produção brasileira de tabaco, em torno de 85% é destinada à exportação, que vai para 100 países em todos os continentes (Foto: Divulgação)

Números relativos aos oito primeiros meses deste ano já indicam o bom rendimento da safra de tabaco que encerrou no últimos dias, nas maiores indústrias de Venâncio Aires. Das 345 mil toneladas de tabaco exportadas de janeiro a agosto deste ano no Brasil, Venâncio Aires embarcou 100,4 mil toneladas, praticamente um terço do total.

Neste período, as exportações de tabaco de Venâncio Aires renderam US$ 381,21 milhões, segundo dados do Ministério da Economia. O valor representa um crescimento de 54,5% no volume de negócios com relação ao mesmo período do ano passado, quando as indústrias locais embarcaram mais de US$ 246,58 milhões.

O montante exportado também reforça a importância do produto na economia local, isso porque, o tabaco enviado para outros países, equivale a 96% do total das exportações venâncio-airenses. “É, sem dúvida, um dado muito importante para Venâncio. É o setor mais representativo da economia de Venâncio e região”, avaliou o presidente do Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco (SindiTabaco), Iro Schünke.

O crescimento do valor exportado em Venâncio Aires é três vezes maior do que o registrado em âmbito nacional, onde o aumento é de 16,5% na comparação com o mesmo período em 2018. De janeiro a agosto deste ano, o volume que o Brasil embarcou representou US$ 1,35 bilhão em receita.

EXPECTATIVAS

A expectativa é de manutenção do aumento nos embarques até dezembro. Pesquisa encomendada pelo Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco (SindiTabaco) junto à PriceWaterhouseCoopers (PWC), mostra que a tendência é de um acréscimo de 6% a 10% em dólares e de 10% a 15% no volume de tabaco embarcado neste ano.

Foto: Divulgação

“Atualmente, o Brasil detém de 25% a 30% dos negócios mundiais de tabaco e o levantamento aponta que deveremos manter a liderança das exportações mundiais de tabaco.”

IRO SCHÜNKE – Presidente do SindiTabaco


Schünke observou que o mercado de tabaco brasileiro tem se mantido estável nos últimos anos. Segundo ele, o aumento registrado se deve, principalmente, à postergação de embarques para a China que aconteceriam no final de 2018 e acabaram ocorrendo no começo deste ano. “No ano passado tivemos uma queda nas exportações devido a questões logísticas e à decisão do cliente de postergar embarques para o primeiro semestre de 2019”, explica.

RELEVÂNCIA

  • Com as expectativa dos embarques de tabaco superarem os US$ 2 bilhões em 2019, o Brasil deve manter a liderança mundial nas exportações de tabaco pelo 27º ano consecutivo.
  • De janeiro a agosto, o tabaco representou 0,91% do total de exportações brasileiras e 4,73% dos embarques da Região Sul.
  • No Rio Grande do Sul, onde o produto é bastante representativo para a balança comercial, foi responsável por 9,02% do total das exportações até o momento, com o embarque de quase 285 mil toneladas e R$ 1,1 bilhão em divisas. O Rio Grande do Sul também é o maior produtor de tabaco do Brasil.
  • Da produção brasileira de tabaco, em torno de 85% é destinada à exportação, que vai para 100 países em todos os continentes.
  • A principal nação importadora do tabaco brasileiro é a Bélgica, seguida pelos Estados Unidos (2º lugar), China e Indonésia. Na sequência da lista dos principais clientes estão o Egito (5º lugar), a Alemanha e a Rússia (7º).Fonte: SindiTabaco

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