Índice de Desenvolvimento Socioeconômico é calculado pela Fundação de Economia e Estatística a partir dos quesitos educação, renda e saúde (Foto: Alvaro Pegoraro/Folha do Mate)

Venâncio Aires perdeu 10 posições no ranking do Índice de Desenvolvimento Socioeconômico (Idese). De acordo com dados divulgados pela Fundação de Economia e Estatística (FEE) na quarta-feira, 2, a Capital Nacional do Chimarrão – que aparecia na 204ª colocação no levantamento referente a 2015 – surgiu no 214º lugar no estudo mais recente, que analisa 2016. A queda foi brusca se comparado o resultado do Idese: 0,757 em 2016 e 0,758 em 2015. Para a composição do índice, são levados em consideração os quesitos educação, renda e saúde, cujos desempenhos servem de base para o cálculo médio do Idese.

Saúde e renda tiveram desempenhos piores em 2016, quando comparados com o ano anterior. Na saúde, único quesito onde Venâncio Aires alcança alto índice de desenvolvimento, o índice passou de 0,846 para 0,835. Já em relação à renda, foi de 0,738 para 0,715. Apenas em educação a Capital Nacional do Chimarrão apresentou melhora de um estudo para o outro, saindo do índice 0,690, em 2015, para 0,722, em 2016.

Microrregião

Entre os municípios da microrregião de Venâncio Aires, só Passo do Sobrado ganhou posições no ranking estadual de 2015 para 2016: o Idese passou de 0,701 para 0,708, levando a cidade da 377ª para a 368ª colocação. Mato Leitão perdeu um posto, saindo do 170º (0,768) para o 171º lugar (0,770). Vale Verde foi da 472ª (0,648) para a 480ª (0,653) posição, uma queda de oito colocações entre os municípios gaúchos.

10 melhores
1º Carlos Barbosa – 0,884
2º Aratiba – 0,870
3º Nova Araçá – 0,865
4º Água Santa – 0,862
5º Veranópolis – 0,848
6º Ipiranga do Sul – 0,848
7º Colorado – 0,838
8º Garibaldi – 0,838
9º Nova Bassano – 0,838
10º Santa Cecília do Sul – 0,833

Desenvolvimento
Alto: igual ou maior que 0,800.
Médio: entre 0,500 e 0,799.
Baixo: menor que 0,499.

Metodologia

  • O Idese é um indicador-síntese que tem o propósito de mensurar o nível de desenvolvimento dos municípios do Rio Grande do Sul.
  • O objetivo de sua divulgação é avaliar e acompanhar a evolução dos indicadores socioeconômicos dos municípios do Estado, bem como fornecer informações para o desenho de políticas públicas específicas, de acordo com as necessidades municipais.
  • O Idese é composto por 12 indicadores, divididos em três blocos: educação, renda e saúde.

Blocos 

Educação: utiliza cinco indicadores, que se dividem em quatro sub-blocos, de acordo com faixas etárias: população entre quatro e cinco anos (pré-escola); população entre 6 e 14 anos (ensino fundamental); população entre 15 e 17 anos (ensino médio); e população com 18 anos ou mais (escolaridade adulta). À exceção do sub-bloco população entre 6 e 14 anos, os demais são compostos por indicadores de matrícula ou escolarização. Ele diferencia-se dos outros por ser o único composto por dois indicadores de qualidade no ensino fundamental. O índice final do bloco educação é a média aritmética dos índices desses sub-blocos.

Renda: é composto por dois sub-blocos, que analisam a renda por duas óticas distintas: apropriação de renda; e geração de renda. Cada sub-bloco contém apenas um indicador. O índice final do bloco renda é a média aritmética dos seus sub-blocos.

Saúde: utiliza cinco indicadores, que são divididos em três sub-blocos: saúde materno-infantil; condições gerais de saúde; e longevidade. O índice final do bloco saúde é a média aritmética dos índices desses sub-blocos. No primeiro sub-bloco, estão inseridos dois indicadores: taxa de mortalidade de menores de cinco anos; e números de consultas pré-natais por nascidos vivos. O segundo sub-bloco, condições gerais de saúde, é constituído, por sua vez, pelos indicadores: taxa de mortalidade por causas evitáveis e proporção de óbitos por causas mal definidas. O indicador taxa de mortalidade bruta padronizada completa o bloco saúde, ao formar o sub-bloco longevidade.

Fonte: Fundação de Economia e Estatística (FEE).

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