Orquestra realiza diferentes apresentações em Venâncio e na região (Foto: Leandro Osório/AI Prefeitura)

Muitas notas musicais contribuíram para a sinfonia da Orquestra de Venâncio Aires (OVA) chegar aos dez anos. Em 2019, para marcar a primeira década de sons, o grupo venâncio-airense promove, juntamente com a Secretaria Municipal de Cultura e Esportes, neste sábado, 7, a partir das 21h30min, um show baile no Clube de Leituras. Os ingressos para o evento, que contará com apresentação e tributos de Queen e Elvis Presley, podem ser comprados por R$ 30 no Freese Casa de Carnes, Fisk, Sorveteria Só Delícia, Secretaria de Cultura e Esportes e com os integrantes da orquestra.

O incentivo à música no município começou com a liberação de um valor, em 2009, para a compra de instrumentos. A partir disso, muitas pessoas passaram pelo grupo que está, atualmente, com 20 integrantes e é regido pelo maestro Daniel Böhm.

DESENVOLVIMENTO

Há integrantes que acompanham o desenvolvimento do grupo desde a compra dos primeiros instrumentos, caso da professora e saxofonista Priscila Beatriz Schuster, de 29 anos. Sua história com a OVA iniciou com um convite da Secretaria de Cultura e Esportes, que buscou músicos que já tocavam em bandas de escola para integrar a orquestra.

Diferente de Priscila, que já havia se formado no ensino médio no Colégio Professor José de Oliveira Castilhos, mas ainda integrava a banda da escola, o atual baterista da orquestra e psicólogo Marcos Dessbesell, de 26 anos, ainda estava no ensino médio e integrando a banda do Colégio Gaspar Silveira Martins quando foi convidado pelo professor Adrio Schwingel – na época maestro da OVA – para tocar com o grupo na vinda da governadora Yeda Crusius à Capital Nacional do Chimarrão.


“Me sinto muito privilegiado de estar na orquestra, cercado por pessoas especiais em minha vida, que querem comigo levar a música de forma séria, buscando evolução técnica, mas ao mesmo tempo de uma forma leve e prazerosa.”

MARCOS DESSBESELL – Baterista


Para ambos, o laço com a orquestra só aumentou e, hoje, eles são dois dos integrantes mais antigos do grupo. “Estando na orquestra desde a sua fundação, posso afirmar com certeza que temos uma história linda. Não foi fácil chegar onde chegamos, mas vivemos esses dez anos com muita intensidade”, pontua Priscila.

Nessa década de estrada, desafios foram vencidos e muitos quilômetros percorridos pelo grupo. Dessbesell lembra sobre os muitos momentos bons, mas também das incertezas. “Poder comemorar essa década de vivências é muito especial. Desde todas as apresentações no início até os recentes tributos a Elvis Presley e ao Queen com ingressos esgotados. Evoluímos como músicos e, principalmente, como seres humanos, mas no fundo ainda temos aquela essência do início, onde queríamos principalmente fazer música e transmitir algo de bom para as outras pessoas”, enfatiza.

Marcos é atual baterista da orquestra de Venâncio Aires (Foto: Arquivo pessoal)

ROTINA X MÚSICA

Priscila integra a orquestra desde a sua fundação, em 2009 (Foto: Lucas Marmitt/Divulgação)

A grande maioria dos integrantes da Orquestra de Venâncio Aires concilia a rotina de trabalho com os ensaios aos sábados, momento considerado sagrado para a saxofonista. “Por mais cansativa que tenha sido a semana, o sábado de ensaio é sagrado, é um momento prazeroso, de descontração, que oferece também aprendizado”, destaca Priscila.


“A orquestra tem um espaço bem significativo na minha vida, e eu faço parte dela porque a música me completa.”

PRISCILA SCHUSTER – Saxofonista


Muito mais que apenas um grupo, a orquestra tornou-se uma família. No caso de Priscila, por exemplo, foi dentro do grupo que conheceu Lucas Marmitt, atual fotógrafo da orquestra e seu noivo. “Nós vivemos juntos essa aventura que é integrar a Orquestra de Venâncio Aires”, salienta.

NOS DEZ ANOS

  • A orquestra fez uma turnê estadual e nacional na região Sul.
  • Além disso, fez apresentações em diferentes municípios do Rio Grande do Sul.
  • Gravou o primeiro DVD no Teatro da Univates.
  • Iniciou com a regência de Adrio Schwingel e agora está nas ‘mãos’ de Daniel Böhm.

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