Preço médio é segundo mais alto identificado, neste ano (Foto: Arquivo Folha do Mate)

A Petrobras anunciou uma redução de 4% no valor do combustível nas refinarias no fim do mês de julho. No entanto, a redução não é visível na média da gasolina comum em Venâncio Aires. Levantamento da Folha do Mate, realizado ontem, indicou um aumento de R$ 0,14 em relação ao último levantamento realizado em 8 de julho. A elevação do valor é de 3%.

O preço médio do litro da gasolina comum, à vista, é de R$ 4,436. A pesquisa foi feita em 19 postos de combustíveis da área central e bairros do município. De acordo com os antigos levantamentos, esse é o maior valor médio dos últimos cinco meses, o preço só não é mais alto do que a média de janeiro – R$ 4,765. O preço mais alto encontrado pela reportagem no levantamento da sexta-feira foi de R$ 4,449 e o mais em conta é R$ 4,259.

Gasolina aditivada

O preço médio do litro da gasolina aditivada teve aumento de R$ 0,13 em relação ao mês anterior, o que representa acréscimo de 3%. Na Capital do Chimarrão, o valor médio do litro é de R$ 4,526, o mais alto dos últimos quatro meses. Em janeiro, o valor médio era de R$ 4,876.

O preço mais em conta da gasolina aditivada encontrada, no município, foi de R$ 4,399 e o mais caro, R$ 4,620.

*O levantamento da gasolina foi realizado na sexta-feira, 7, das 13h às 15h.

Uma nova gasolina automotiva

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) estabeleceu uma mudança na destilação, octanagem e massa específica da gasolina. Com isso, segundo informado pelo órgão, o produto será aprimorado com qualidade, proporcionando maior eficiência energética, melhorando a economia dos veículos devido à diminuição de consumo. Além disso, o novo produto viabiliza a introdução de tecnologias de motores mais eficientes, com menores níveis de consumo e emissões atmosféricas.

A mudança na especificação da gasolina automotiva contempla, principalmente, três pontos. O primeiro é o estabelecimento de valor mínimo de massa específica (ME), de 715,0 kg/m3, o que significa mais energia e menos consumo.

Além disso, em segundo lugar, está o valor mínimo para a temperatura de destilação em 50% (T50) para a gasolina A, de 77,0 ºC. Esses parâmetros de destilação afetam questões como desempenho do motor, dirigibilidade e aquecimento do motor.

O terceiro ponto é a fixação de limites para a octanagem RON (Research Octane Number), já presente nas especificações da gasolina de outros países. A fixação desse parâmetro mostra-se necessária devido às novas tecnologias de motores e resultará em uma gasolina com maior desempenho para o veículo.

*Fonte: Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP)

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