Horta comunitária oportuniza a interação de mulheres do Battisti

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Desde o início do mês de maio, um grupo de mulheres voltou a se reunir no Centro de Referência de Assistência Social (Cras) do bairro Battisti. A intenção da atividade é trabalhar em uma horta comunitária nos fundos do local para plantar e colher alimentos, temperos e chás. A ação faz parte dos trabalhos desenvolvidos e incentivados pela Secretaria de Habitação e Desenvolvimento Social.

Todas as terças-feiras à tarde, as mulheres se reúnem para cuidar da horta, junto com orientações da engenheira agrônoma da Emater, Djeimi Isabel Janisch, e da coordenadora do Cras, Solange Guademin. Djeimi afirma que a atividade de cultivar o alimento faz bem tanto para saúde física quanto mental das mulheres. “Uma horta comunitária tem o intuito de despertar o sentido de pertencimento e valorização do local, no bairro, da vida”, completa. Os alimentos cultivados podem ser colhidos pelas mulheres que também levam os filhos para participar do preparo da horta.

No espaço também é trabalhada a compostagem, a partir de resíduos orgânicos trazidos pelas próprias participantes do grupo. “Assim, se fecha o ciclo natural da vida, que nada se perde, tudo se transforma”, destaca Djeimi. O intuito é continuar com os cuidados da horta para aumentá-la ainda mais e cultivar hortaliças, temperos, chás, árvores frutíferas e flores. Esses foram os planos pensados pelas mulheres do bairro ao iniciar a horta comunitária. Na sequência, quando houver uma primeira colheita, será incentivado o aproveitamento dos produtos em oficinas com as mulheres do grupo.

“Faz muito bem para mim”

Lizete Polito Alves, 42 anos, é uma das mulheres referenciadas do Cras que participa do grupo de cultivo. Ela conta que se sente muito mais feliz ao participar da horta comunitária. “Às vezes, temos problemas em casa e, aqui, conseguimos nos distrair. As meninas do Cras também me ajudam muito”, afirma. Lizete enfatiza que gosta muito de plantar, mas também está ansiosa pelo momento da colheita. “Incentivei muito esta ideia de termos uma horta completa, estamos trabalhando para isso”, comenta.

Na fria tarde de terça-feira, 29, a dona de casa estava disposta para trabalhar na horta, que já tem beterraba, alface, couve-flor, brócolis, repolho e temperos cultivados. “Nem o frio nos espanta”, brinca. Atualmente, sete mulheres frequentam o grupo da horta comunitária.

Lizete gosta de plantar e colher. (Foto: Luana Schweikart)
Lizete gosta de plantar e colher. (Foto: Luana Schweikart)

Paif

• A ação faz parte do Programa de Atenção Integral às Famílias (Paif), ofertado dentro da assistência social, que busca motivar e incentivar a participação de toda família no cultivo da horta. “É importantíssimo os filhos que acompanham as mães neste grupo, já despertam desde cedo a valorização do alimento, de onde vem, como faz para produzir um alimento saudável”, explica a engenheira agrônoma da Emater, Djeimi Isabel Janisch.

Trabalho do Cras insere e motiva

A secretária de Habitação de Desenvolvimento Social, Claidir Kerkoff, comenta que o Centro de Referência de Assistência Social (Cras) é um serviço desenvolvido dentro da proteção social básica de assistência social e busca atender famílias em situação de vulnerabilidade para prevenir riscos. “O Cras trabalha em caráter preventivo e no fortalecimento dos vínculos familiares e comunitários”, afirma.

Também é trabalhada no Cras a superação da situação de fragilidade social para melhorar a qualidade de vida das famílias e da comunidade com autonomia, busca de trabalho e geração de renda. Claidir reforça que o aprendizado na preparação da horta é importante para reduzir os resíduos orgânicos gerados nas residências e que a comunidade só tem a ganhar com as orientações repassadas pela equipe da Emater.

Equipe da secretaria e do Cras incentiva a horta comunitária. (Foto: Luana Schweikart)
Equipe da secretaria e do Cras incentiva a horta comunitária. (Foto: Luana Schweikart)

A coordenadora do Cras, Solange Guademin, comenta estar entusiasmada com o grupo tão motivado. “Elas vêm e colocam a mão na massa. Eu também ajudo e preparo lanche para o grupo”, afirma. Quem também acompanha as mulheres é a psicóloga do Cras, Luciene Rodrigues.

“Uma simples ação pode oportunizar a participação das pessoas, assim elas se sentem úteis e inseridas na comunidade.”
CLAIDIR KERKHOFF
Secretária da Habitação e Desenvolvimento Social

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