Oficina de acolchoado: da solidariedade ao protagonismo

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O inverno chegou e promete noites muito frias, que são temidas pelos cidadãos. Com o intuito de amenizar o frio e incentivar protagonismo e autonomia às mulheres, o Centro de Referência de Assistência Social (Cras) Battisti, em parceria com o Gabinete da Primeira-dama, está realizando a oficina de confecção de edredons. O curso é ofertado todas as sextas-feiras, no período da manhã e da tarde, no próprio Cras Battisti, para pessoas encaminhadas pelo atendimento multidisciplinar do Centro de Referência. O objetivo principal é poder compartilhar experiências e desenvolver habilidades.

De acordo com a assistente social e coordenadora do Cras, Daiane Führ, o curso foi uma solicitação das mulheres que já participam de outras oficinas oferecidas no local. Devido ao espaço limitado, atualmente, cinco mulheres participam do curso, que é ministrado pela assessora do Gabinete da Primeira-dama, Luce Carmen Mayer.

Cada integrante que participa do grupo irá confeccionar dois edredons, sendo um para uso próprio e outro para doação durante as feiras do agasalho, realizada pelo Gabinete da Primeira-dama. Daiane afirma que, após a finalização dos primeiros edredons, outras inscritas vão poder participar do projeto.

Para a assistente social, o momento é um espaço de troca de experiência e escuta entre as participantes. Já para Luce, o curso é importante para compartilhar conhecimento, ainda mais que vai auxiliar a aquecer outras famílias. “É muito prazeroso estar com essas mulheres, escutando a história de vida delas, além de ensinar algo novo para utilizarem como fonte de renda”, declara.

Conhecimento

“Foi no Cras que encontrei espaço para mim”, lembra emocionada, Maria Gasparina de Mello, 43 anos. De acordo com ela, que participa de várias atividades no Cras do bairro Battisti, é nessas oportunidades que ela retoma seus momentos de lazer e também foi o local onde reencontrou motivos para elevar sua autoestima. “Acaba sendo muito mais do que fazer artesanato”, comenta.

Os filhos João Pedro Palhares e Gustavo de Mello, de 13 e 5 anos, respectivamente, são quem irão utilizar o edredom confeccionado por ela. “Eles são muito especiais para mim”, afirma.

A moradora do bairro Battisti, Lucia do Couto, 40 anos, decidiu participar do curso para ter um momento de descontração. Ela, que ainda nem começou a costurar o seu edredom, está auxiliando no acolchoado de sua mãe, Maria do Couto. Lucia conta que, com as oficinas ofertadas no Cras, sai de casa para pensar em algo melhor, para se ocupar. As participantes ainda destacam a troca de conhecimentos, pois uma auxilia na confecção do edredom da outra.


“É um espaço muito válido para o desenvolvimento da cidadania e do empoderamento dessas mulheres.”
DAIANE FÜHR
Assistente social e coordenadora do Cras

Cada mulher participante do curso poderá levar um acolchoado para uso de sua família (Crédito: Alvaro Pegoraro)

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