Schirley (centro) com neto Diogo, as filhas Andressa e Andreia e Beatrís (Foto: Arquivo pessoal)

A importância do bairro Industrial para dona Schirley Teresinha Ehlert, 70 anos, vai além de ser uma das moradoras mais antigas do local, pois foi neste bairro, que nasceram as suas três meninas: Beatrís, Andressa e Andreia; e o neto Diogo.

Do outro lado da RSC- 453, em torno de sete quilômetros do centro de Venâncio Aires a moradora Schirley nasceu, cresceu e até hoje mora no local, que antigamente era conhecido como Vila Rica. Por isso, no local ela vivenciou muitos momentos, viu o bairro crescer e se orgulha dessa evolução.

As primeira lembranças de Schirley sobre o bairro, são na infância, quando elas e as irmãs foram morar com uma tia, que era vizinha, pois sua mãe faleceu e o pai as abandonou. “É a primeira lembrança que me vem, porque minha família materna morava próximo de nós e ficou nos cuidando”, conta. Depois que cresceu, ela decidiu continuar no local e foi para a casa que era de seus pais. “Aqui, era praticamente interior, com poucas residências e se popularizou com o nome de Vila Rica, porque era um canto pobre do município”, lamenta a moradora.

Com o tempo, começou a aumentar a procura por terrenos, teve instalação de firmas e até de universidade. “Quando a Brasfumo veio para o bairro foi um grande marco, porque é uma grande empresa, que trouxe oportunidades, depois veio a CTA que trouxe mais empregos e assim foi surgindo o bairro Industrial”, relembra.

Mesmo com o crescimento das empresas, Schirley que reside no bairro ao lado do Universitário, ressalta que a instalação do Instituto Federal Sul-rio-grandense (Ifsul), ajudou no crescimento do seu bairro também. “Quando ouvimos boatos dessa escola técnica achamos que demoraria uns 30 anos, mas não logo veio e foi um grande passo. Meu orgulho foi ver meu neto se formar na primeira turma do If sul”, comenta feliz.

Porém, o bairro também marca alguns momentos ruins, como o falecimento do marido. Por isso, ela destaca que o local precisa de acostamento. “Meu marido estava na frente de casa, na bicicleta, foi atropelado e faleceu. Se tivesse acostamento não teria acontecido isso, porque já foram cerca de nove mortes que aconteceram aqui por causa disso, esse acotamento é uma necessidade para nós”, reforça.

BONS MOMENTOS

Com uma vida toda construída no bairro, entre os momentos bons e ruins, Schirley prefere lembrar das boas histórias, como a chegada das filhas e do neto. “Minha primeira filha foi muito planejada, a segunda eu tive porque a primeira queria muita uma irmã e depois a mais velha veio ‘por acidente’, mas as três são meus tesouros, todas me dão muito orgulho”, destaca. Depois a família se completou que a chegada do neto, que ela ajudou a cuidar. “Minha filha do meio, a Andréia Ehlert foi mãe cedo, tinha que estudar e trabalhar, então eu sempre ajudei a cuidar do meu neto Diogo, que também me orgulha. Todos cresceram e moraram muito tempo aqui no bairro Industrial.”

Foram muitas festas, comemorações, datas importantes e rotina do cotidiano que contam a história da família. “Esse bairro, essa casa é o local das nossas melhores memórias, onde evoluímos também, é uma referência”, salienta. Dentre as oportunidades que o bairro oferece, ela comenta que as filhas trabalharam por algum tempo nas empresas próximas. “É um bairro que dá serviço para muitas pessoas e minhas filhas tiveram boas experiências nas empresas próximas, sou grata a isso.”

Atualmente, só a Schirley e a filha mais velha, Beatrís Sinara Ehlert moram no local, mas nos finais de semana a família se reúne. “Mesmo hoje, depois de uma certa idade continuo realizando sonhos aqui, agora estou reformando a minha casa, para continuar recebendo minha família e comemorando a vida.”

“Esse é um bairro bom para morar, mas também um lugar ótimo para trabalhar, pois aqui tem futuro e oportunidade para as pessoas.”

SCHIRLEY TERESINHA EHLERT

 

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