Na safra anterior, foram colhidas 13.500 toneladas de soja em Venâncio (Foto: Alvaro Pegoraro/Arquivo Folha do Mate)

O próximo verão deve ser rentável na colheita de grãos em Venâncio Aires. Claro que tudo depende do clima, mas pela projeção que considera a conta entre a área plantada e a produtividade, a estimativa aponta 111.170 toneladas de arroz, feijão, soja e milho, cultivados em 17.865 hectares.

Em porcentagem, os números da Emater local indicam aumento de 3,18% a mais na produção para um crescimento de 1,14% em área plantada. “É um bom número porque variamos muito pouco em área, mas incrementamos em produtividade. E precisamos considerar que outros municípios não têm a diversificação de culturas rentáveis como tem Venâncio.”

A ressalva é de Vicente Fin, chefe do escritório local da Emater, ao comparar os números venâncio-airenses com o Estado. No Rio Grande do Sul, a expectativa é de uma safra recorde com 33,3 milhões de toneladas – aumento de 5,8% em relação à temporada anterior.

Mas o que aproxima as projeções municipais da média estadual é a soja. Se no território gaúcho ela responderá por quase 80% da produção de verão, em Venâncio é a cultura que mais crescerá em área. A expectativa é colher 13.890 toneladas nos próximos meses.

MAIS 35

A projeção aponta que a soja será cultivada em 3.850 hectares a partir de outubro, quando inicia o plantio. São 100 a mais que a safra passada. Além de Venâncio somar 12 produtores neste ano, chegando agora a 160 famílias produtoras, há quem já trabalhe com o grão há mais tempo e também aumentará.

A família Herrmann, de Vila Teresinha, por exemplo, deve plantar outros 35 hectares. Conforme Rodrigo Herrmann, isso deve representar cerca de 126 toneladas a mais que o ano anterior, quando foram colhidas quase 1.900 toneladas.

Fonte: Emater Venâncio Aires

Mais milho na mesma área

Se considerarmos a produção, é o milho o carro-chefe municipal, com prováveis 82.200 toneladas na safra 2019/2020 – 1.200 toneladas a mais que no ano anterior. A diferença é que o milho não varia em área plantada desde 2017, quando já eram 12 mil hectares.

“O produtor tem investido muito na melhoria do solo e no cuidado com a qualidade da semente no milho safrinha [cultivado no fim do verão, após o tabaco], além do adensamento do espaço, com os pés mais próximos”, explica Vicente Fin.

Em Venâncio Aires, são 3,2 mil famílias produtoras, que já plantaram cerca de 70% do chamado milho do ‘cedo’, plantado entre julho e dezembro.

ARROZ E FEIJÃO

Assim como a soja, o arroz e o feijão também terão acréscimos em área. Mas, no caso do feijão, os 15 hectares a mais que a safra passada não significarão mais produção, a qual deve variar apenas 100 quilos. Segundo a Emater, o aumento na área é devido à demanda de programas e feiras, já que 90% ainda é consumo e o restante comercial. São 450 famílias produtoras.

Quanto ao arroz, serão 90 hectares a mais que o ano passado e projeção de 700 quilos extras na colheita. Um dos maiores produtores, Abedriel Duarte, diz que a expectativa é manter as 800 toneladas produzidas em 100 hectares da Linha Arroio Grande. Ele revela que uma das razões para não incrementar na produção é a defasagem no preço. “Desde 2001 é praticamente o mesmo valor, cerca de R$ 45 por saco, varia muito pouco. Tem anos com supersafra, daí diminui. Depende de dólar, importação, uma série de fatores.”

Duarte é um dos 83 produtores locais de arroz – três deles começando em 2019. Conforme a Emater, localidades como Linha Campo Grande e a faixa entre Santa Tecla e Linha Sapé serão algumas que aumentarão a área plantada.

ESTADO

  • Conforme informações da Emater, divulgadas durante a 42ª Expointer, no Rio Grande do Sul, a soja deve ocupar 6 milhões de hectares nesta safra, passando de 19,7 milhões de toneladas.
  • No milho, a projeção estadual é de um aumento de 1% na área plantada, chegando a 5,9 milhões de toneladas – variação de 3,65% na comparação com o ciclo anterior.
  • Já o arroz e o feijão devem ter queda no espaço cultivado, mas com aumentos de produção – 4,71% e 8,3% respectivamente.

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