Entenda como a fisioterapia pode auxiliar na recuperação dos pacientes com Covid-19

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A disseminação da Covid-19 e o aumento de pacientes internados em decorrência da doença impactou o dia a dia dos profissionais que atuam na linha de frente e mudou o cenário dos hospitais e instituições de saúde. Além de estar diante de uma situação ‘nova’, de sintomas desconhecidos, a equipe multidisciplinar, que atua no combate ao coronavírus, teve que assumir um nova experiência, com o objetivo de promover a reabilitação e trazer esperança para as pessoas acometidas com a doença.

Além de receber assistência médica, os pacientes positivados recebem auxílio de fisioterapeutas, que atuam no tratamento de casos leves, no setor Covid-19, e graves, na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), com base nas técnicas que auxiliam na reabilitação pulmonar e motora dos infectados.

Em Venâncio Aires, a assistência fisioterapêutica é realizada por quatro profissionais da área, que se dividem em dois turnos, para atender a demanda de pacientes internados no Hospital São Sebastião Mártir (HSSM).

Conforme a fisioterapeuta Ana Cristine Frantz, os especialistas da área atuam em dois momentos: no processo de reabilitação pulmonar, no sentido de auxiliar o paciente na recuperação da capacidade pulmonar, e na reabilitação motora, por meio da mobilização precoce. “A primeira técnica, geralmente é aplicada em pacientes que ficam por muito tempo em ventilação mecânica e estão restritos ao leito. Já a mobilização precoce é realizada para evitar ou diminuir a perda da força muscular, em consequência da imobilidade”, explica a profissional, acrescentando que a mobilização precoce também pode ocorrer de forma passiva (com alongamentos e mobilização passiva), mesmo que o paciente esteja sedado.

Segundo ela, o fisioterapeuta está presente em todos os processos, desde os mais leves até as situações mais avançadas da doença. Enquanto o paciente está internado, o atendimento é prestado de forma gratuita, pela equipe de fisioterapeutas que atua na instituição. Em situações de maior gravidade, uma equipe multidisciplinar é disponibilizada pela Prefeitura para fazer o atendimento domiciliar aos pacientes.

“Acompanhar a evolução dos pacientes com a Covid-19 é muito gratificante. Eles também retribuem este carinho pela equipe que trabalha no processo de reabilitação. Há sempre uma troca entre pacientes e fisioterapeutas.”

ANA CRISTINE FRANTZ – Fisioterapeuta

Diferença de atuação em casos leves e graves da doença

Conforme a fisioterapeuta Ana Cristine Frantz, os pacientes que estão internados no setor Covid-19 apresentam sintomas mais leves da doença. Nestes casos, a evolução no tratamento é ainda maior. “O paciente lúcido colabora na realização das atividades e as técnicas que são aplicadas tem um ganho maior, diferentemente dos casos mais graves, em que as pessoas não respondem da mesma maneira e, algumas vezes, estão desacordados durante o atendimento”, explica a profissional com especialidade em Fisioterapia Hospitalar e UTI Adulto.

Na Unidade de Terapia Intensiva, os fisioterapeutas realizam técnicas de reabilitação respiratória e motora. Já no setor Covid-19, em casos mais leves da doença, a atuação se restringe ao procedimento respiratório. Ana explica que o trabalho dos fisioterapeutas é realizado de acordo com a prescrição médica.

Técnicas da fisioterapia auxiliam na reabilitação motora dos pacientes (Foto: Divulgação)

Redução no índice de outras doenças

A equipe de fisioterapia que atua no Hospital São Sebastião Mártir se manteve desde o início da pandemia de Covid-19. Apesar do aumento do fluxo de pessoas acometidas com a doença, a fisioterapeuta Ana Cristine Frantz observa que o número de atendimentos se manteve o mesmo, quando comparado aos outros anos. “Aumentou a demanda de pacientes com Covid-19, mas reduziram as internações de pacientes com outras síndromes respiratórias”, avalia.

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