Ministério para arranjos políticos

Deve ter sido de forma contrariada que Dilma anunciou mais uma mudança na sua equipe ministerial na quarta-feira. Tirou o deputado do PT, Luiz Sérgio, do Ministério da Pesca e Aquicultura, para nomear o senador Marcelo Crivella (PRB-RJ), num declarado arranjo político na base aliada para a eleição municipal em São Paulo. Além de criar uma maior aproximação do governo com com os evangélicos, pois Crivellla é bispo licenciado da da Igreja Universal do Reino de Deus.

A aproximação do governo com os evangélicos é estratégica para a candidatura do ex-ministro da Educação Fernando Haddad (PT-SP) à Prefeitura de São Paulo. Haddad enfrentou forte oposição de parlamentares religiosos ao tentar implementar nas escolas o chamado “kit anti-homofobia”, material didático voltado ao combate ao preconceito contra homossexuais.

Além disso o PRB de Crivella é o partido do ex-vice-presidente José Alencar, morto em março de 2011. O partido agrega parte da bancada evangélica no Congresso, integrou a base de sustentação do governo de Luiz Inácio Lula da Silva e segue na base aliada no governo Dilma Rousseff.

Mas além de tudo isso que foi explicado penso que a mudança é reflexo direto do anúncio de José Serra de que vai concorrer pelo PSDB a prefeitura paulista. Nomeando Crivella, o PT que que o deputado Celso Russomano do PRB, candidato com maior índice de intenção de votos para prefeito de São Paulo, retire sua candidatura.

Bastou Dilma ceder ao PRB, que o PR também de alvoroça. Também quer um Ministério, caso contrário ameça lançar o deputado Tiririca candidato a prefeito em São Paulo o que prejudicaria o PT.

Ontem o PMDB também abriu as baterias, reclamando espaço e acusando Dilma de privilegiar o PT nos cargos.

Durma com um abrulho desses presidente Dilma.

 

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