Embora a pandemia de coronavírus seja uma realidade para todos nós há quase seis meses, verdade é que pouco ainda sabemos sobre a Covid-19. A ressalva é importante quando repassamos informações que apontam para uma tendência de queda nos números de novos casos, internações e óbitos, como é o caso do atual cenário em Venâncio Aires.
Levantamento realizado pela Folha do Mate desde que o primeiro caso de coronavírus foi registrado na Capital Nacional do Chimarrão, no dia 13 de abril, evidencia uma desaceleração do vírus por aqui. Após os picos registrados em maio e agosto – no mês passado muito por conta do início da testagem em massa e pelo rigor do inverno -, voltamos a ter curva em queda.

Com isso, não estamos aqui defendendo que as pessoas deixem de se cuidar, usar máscaras e higienizar as mãos com o álcool gel, mas pensando em trazer um pouco de alento para a comunidade, que tanto tem sofrido com os prejuízos gerados pela pandemia. A situação verificada na Capital do Chimarrão é mais interessante, inclusive, do que o que se vê em relação ao estado do Rio Grande do Sul, onde o cenário é de estabilização.

A escalada dos casos em alguns momentos era esperada e, graças ao planejamento e estruturação da rede de saúde, não enfrentamos colapso. Estivemos no limite da utilização dos leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) no Hospital São Sebastião Mártir (HSSM), o setor Covid-19 também chegou a ficar lotado e a casa de saúde precisou direcionar consultas exclusivamente para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) e postos de saúde para concentrar esforços nos pacientes graves da doença.

Para que não tenhamos mais picos como os já registrados, é importante a manutenção da cautela. É a partir de números mais brandos que teremos condições de manter a economia em atividade, de dar sequência à retomada das aulas e, ainda, de sustentar a flexibilização relacionada a bares, canchas de bocha, jogos de cartas e ginásios e quadras esportivas. Daí a necessidade de não se entender a desaceleração como o fim da pandemia.

Nesta sexta-feira, 11, durante participação no Terra em Meia Hora, programa jornalístico da rádio Terra FM 105.1, a coordenadora do Comitê de Dados do Governo do Estado sobre o coronavírus, Leany Lemos, ressaltou que desacelerar não significa parar, mas evoluir em ritmo menos intenso. Ao mesmo tempo que reforçou a necessidade de manutenção dos protocolos de saúde e segurança para evitar uma nova onda da Covid-19, Leany concordou que os números que se apresentam no momento são positivos e devem se celebrados, pois demonstram que as ações governamentais foram assertivas.

A expectativa, agora, é para que a cada semana possamos ter mais resultados satisfatórios no que diz respeito a novos casos e internações. A redução dos índices é fator decisivo para que continuemos caminhando na direção da vitória contra este inimigo invisível que, só em Venâncio Aires, provocou 16 mortes. O que é possível está sendo feito, os venâncio-airenses têm colaborado e, a seguir assim, talvez sejamos também protagonistas, em um futuro breve, de que estamos livres do coronavírus.

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