Casa Schwertner: tradição de 90 anos que ultrapassa três gerações

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Mesmo que muitos estabelecimentos tenham migrado para a rua Osvaldo Aranha, no decorrer dos últimos anos, algumas casas comerciais iniciadas na primeira metade do século passado ainda são referência na rua. Entre elas, está a Casa Schwertner.

Fundada em 1928, por Raymundo Jacob Schwertner (in memorian), a empresa familiar já passou por três gerações. Logo que o prédio foi construído, há 50 anos, na esquina da Osvaldo Aranha com a rua Antônio Carlos, a Casa Schwertner funcionava como tornearia mecânica e relojoaria e, só em 1950, assim que o filho de Raymundo, Albino José Schwertner, entrou como sócio, o estabelecimento passou a ser uma loja.

Segundo o atual proprietário da empresa, Paulo Roberto Schwertner, neto de Raymundo, naquela época, os principais produtos vendidos no local eram máquinas de costura, bicicletas e acessórios. “Quando a loja comercial foi inaugurada, o sistema de controle de produtos era mais difícil, contudo, o número de itens expostos na loja também era menor”, compara.

A maioria dos clientes que frequentava a loja era do interior, o que também mudou nos últimos anos. “Naquela época, não havia crediário e eles preenchiam uma nota promissória quando faziam as compras”, recorda Paulo, que passou a infância no local acompanhando a mãe, Brunilda Schwertner. Ela era responsável pela venda de máquinas de costura, extintas na loja há 10 anos. Mesmo depois de aposentada, ela manteve ligação com a loja, trabalhando ao lado dos filhos Paulo e Neusa Maria.

Evolução nos negócios

A Casa Schwertner conta com 16 mil itens diferentes e exporta para diferentes pontos do Brasil. (Foto: Taiane Kussler/Folha do Mate)

Desde 1976, os irmãos Paulo e Neusa Maria assumiram a empresa da família. Paulo, responsável pela administração, inovou o estoque, que hoje conta com cerca de 16 mil itens. “Nesta mesma época, começamos a trabalhar com o crediário próprio. Para evitar que houvesse variação na receita, investi em produtos sazonais, para serem vendidos em todas as épocas do ano”, afirma.

Já na década de 80, a empresa aderiu à venda por atacado e passou a vender os acessórios de caça e pesca para vários pontos do Brasil. Hoje, além de abastecer o mercado interno, importa vários produtos trabalhando com preços mais competitivos.

Paulo, que acompanhou a evolução do empreendimento da família, observa as mudanças transformadoras após o início da era digital. “O sistema facilitou a comercialização, mas distancia o cliente da gente, já que hoje a comunicação acontece através das redes sociais”, observa.

A empresa conta também com uma filial na rua Osvaldo Aranha, 880.

Crescimento do comércio

Assim como a Casa Schwertner, outros estabelecimentos comerciais se mantiveram na rua. Paulo recorda da loja de calçados Pilz, que já existia desde a época do avô e do Supermercado Lenz, que antes funcionava como fábrica de sabão e balas.

De acordo com o proprietário da Casa Schwertner, a rua era formada apenas por residências e, aos poucos, o comércio se concentrou na Osvaldo Aranha. “A rua comercial atrai mais clientes, pois as pessoas encontram tudo em só lugar. Aqui por perto tem supermercados, farmácias e lojas, para satisfazer todas as necessidades dos consumidores”, avalia.

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