A família Folha do Mate está aumentando

Além de ser um ano especial pelo cinquentenário do jornal, 2022 também está trazendo novos integrantes à família Folha do Mate. Na manhã de quinta-feira, 4, nasceu a Beatriz, filha do diretor administrativo do jornal, Ricardo Silberschlag. Cheia de saúde, Bea chegou para completar a alegria do pai, da mãe Cláudia e da mana Cecília, que se encantou com a irmãzinha.

Filha da colega Luana Bauermann, Lauren nasceu em 20 de junho

Minha história com Marechal

No dia 20 de junho, a colega do setor de Assinaturas, Luana Bauermann, deu à luz Lauren, que já nos alegrou com sua visita no jornal em duas oportunidades. Com os olhos atentos a tudo, ela já foi mimada por vários colegas que fizeram questão de dar um colinho à bebê. A próxima a chegar deve ser a minha filha Laura, no próximo mês.

Tenho ainda bem vivos na memória os momentos na casa da bisavó Emma Sell, em Linha Marechal Floriano, no início da década de 1990. A sala ampla da casa antiga, o jarro de porcelana no quarto da bisa, para fazer a higiene da manhã, e a grama verdinha no potreiro onde escorregávamos em folhas de coqueiro são algumas imagens que me marcaram como menina.

As principais lembranças da localidade, no entanto, estão ligadas às histórias que a vó Lucira me contava do lugar onde nasceu, em 1935, cresceu e residiu nos primeiros anos de casada. Embora não visite Marechal com tanta frequência, desenvolvi um carinho muito especial pelo local, por esse intermédio da vó.

Neste domingo, a Comunidade Evangélica de Linha Marechal Floriano promove a tradicional Festa da Colheita, com um motivo especial: a comemoração dos 150 anos da localidade. Na edição de hoje da Folha do Mate, publicamos um caderno especial sobre o tema, o qual tive o prazer de participar da produção.

Na tarde de terça-feira, 2, quando eu e a colega Cassiane Rodrigues estivemos em Marechal, para realizar entrevistas para o jornal, me senti mais perto da história da vó. Conversei com pessoas conhecidas dela e passei por lugares várias vezes mencionados nas histórias da dona Lucira, como a igreja evangélica, onde foi batizada, frequentou as aulas, fez a doutrina, realizou a confirmação e casou-se. Isso, sem contar nos antepassados que auxiliaram na fundação da igreja e da escola da comunidade.

A boia-forte, prato típico da localidade, também tem um sabor especial pra mim. Junto com o vô Ceno Bencke, a vó preparava boia-forte em algumas festas. Embora eu não tenha provado o prato feito por eles, degustei, muitas vezes, nos encontros da nossa família, a receita preparada caprichosamente pelo tio Bruno.

Trago esses relatos pois sei que, assim como para mim, outras tantas pessoas se identificam com a história da comunidade e, certamente, vão ter memórias – afetivas ou gastronômicas – despertadas ao lerem o caderno especial dos 150 anos de Marechal.

Tenho, ainda, outra ligação importante com a história de Marechal Floriano. Conta a história transmitida pelas gerações que Christian Heinrich Bencke – meu tetravô e primeiro imigrante alemão, que morava em Centro Linha Brasil – era visto com seu uniforme verde do Exército Alemão, caçando na mata. Por isso, o apelido ‘Grüner Jäger’ (caçador verde), que deu nome à localidade até a época da Segunda Guerra Mundial, quando o idioma foi proibido. São histórias que se entrelaçam e ajudam a contar as nossas trajetórias individuais e a evolução do município. Histórias que o jornal ajuda a registrar para que as próximas gerações possam conhecê-las.

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