O cachoeirense Mateus da Silva Porto, 39 anos, viu em Venâncio Aires uma oportunidade de investir no negócio próprio e em um ramo novo.
Mateus começou carreira como jogador, foi gerente e coordenador de empresas, e hoje administra o próprio negócio (Foto: Cassiane Rodrigues/Folha do Mate)

O cachoeirense Mateus da Silva Porto, 39 anos, viu na Capital Nacional do Chimarrão uma oportunidade de investir no negócio próprio e em um ramo novo. Proprietário da Fuzarka Espaço para Festa, Mateus é natural de Cachoeira do Sul e mora em Venâncio Aires desde 2012.

A trajetória profissional do empreendedor começou cedo e bem diferente do atual ramo no qual trabalha. Após a conclusão do Ensino Médio, cursou três semestres de Administração e decidiu trancar para se dedicar exclusivamente ao futebol. Jogou profissionalmente em diferentes times do Rio Grande do Sul e para o time Campomaiorense, em Portugal, na Europa. “Fiquei um ano em Portugal, mas era muito novo, queria jogar toda hora e não entendia que às vezes precisava ficar no banco e voltei pro Brasil”, lembra.

No retorno ao Brasil, começou a trabalhar em uma empresa de móveis na cidade natal, onde ficou por oito anos. O que trouxe o empreendedor para o município foi uma oportunidade de emprego na empresa Refrimate, onde trabalhou por dois anos e meio. Além disso, a família da esposa, Mônica Porto, vive no município. Porto saiu da empresa em 2014, quando ocupava o cargo de coordenador de produção, para se dedicar ao ramo do empreendedorismo. “Eu tinha muita vontade de ter meu negócio e me senti preparado naquele momento”, destaca.

Na época, uma casa de festas tinha sido recentemente aberta em Cachoeira do Sul e ele foi buscar mais informações sobre o empreendimento com o proprietário. O ramo de festas infantis já era algo que tinha em mente, assim como brinquedos e atrações, já que na época o filho mais velho, Otávio, era pequeno. Hoje, Mateus e Mônica também são pais de Antônia, 3, e Cecília, 1. “O início foi complicado, era tudo muito novo na cidade, ninguém conhecia”, afirma.

O primeiro contato que fez foi com um fornecedor de brinquedos de Novo Hamburgo. “Ele me passou que seria R$ 60 mil só em brinquedos. Na hora já desanimei, não teria todo esse dinheiro para investir”, comenta.

Depois de muita análise, cálculos e apoio de familiares que emprestaram o valor que faltava para conseguir equipar o salão, montou a casa de festas, no início com seis brinquedos. Quando estava em fase de planejamento, viu que tinha um prédio em construção próximo da casa da sogra, no Centro de Venâncio. “Fiz contato com o proprietário, que disse que ia alugar e ficaria pronto em novembro. Nesse mesmo dia já ficou marcada a primeira festa para o fim daquele ano, aniversário do filho do proprietário”, recorda.

Quando estavam nos preparativos finais para a abertura do espaço, foi inaugurada a primeira casa de festas em Venâncio, que hoje já não existe mais. “Foi bem complicado, porque eles trabalhavam com um preço que eu não conseguia fazer. Fazia muito cálculo e não conseguia chegar, o primeiro ano foi muito difícil”, completa.

Familiar

No início, os salgados oferecidos na Fuzarka eram comprados de uma fornecedora terceirizada. Já agora, a produção é feita pela cunhada do proprietário, o que viabilizou oferecer um preço melhor e um produto de qualidade e sabor diferenciado. Porto mora com a família numa casa ao lado do salão, onde instalou uma cozinha específica para a produção e armazenamento dos salgados. “Aos poucos vamos implantando mais coisas, temos ideia de fazer uma cozinha maior para o pessoal poder fazer churrasco, vamos adaptando”, diz.

Atualmente, oito pessoas trabalham por festa no estabelecimento, que quando começou sediava de quatro a seis festas por mês e, agora, antes da pandemia do coronavírus, tinha uma agenda que previa meses com festas quase que diariamente em 2020.

“Sempre tive vontade de empreender. No início foi difícil, pois eu tinha que convencer as pessoas a fazer a festa comigo. Fomos aprendendo, modificando e melhorando com o tempo.”

MATEUS DA SILVA PORTO – Empreendedor

 

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